CONCERTO USP FILARMÔNICA

Em homenagem à comunidade negra e seus artistas invisibilizados na história, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), em parceria com a USP Filarmônica, promove um concerto para a Semana da Consciência Negra da USP. 

Serão apresentadas obras musicais e literárias de compositores e poetas brasileiros pretos e pardos, procurando reconstruir uma parte essencial da memória musical brasileira, trazendo obras compostas por ex-escravisados ou descendentes de escravizados. A construção desse repertório foi possível graças às pesquisas desenvolvidas no Núcleo de Pesquisa em Ciências da Performance da Música em Ribeirão Preto (NAP-CIPEM).

Entre os artistas apresentados estão: 

  • Manuel Dias de Oliveira (?, 1734/1735 – Vila de São José, 1813);
  • José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (?, 17?? – Rio de Janeiro, 1805);
  • José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 1767-1830);
  • José Maria Xavier (São João d’El Rey, 1819-1887);
  • Anacleto Augusto de Medeiros (Rio de Janeiro, 1866-1907);
  • Pixinguinha (Rio de Janeiro, 1897- 1973);
  • Domingos Caldas Barbosa, Lereno (Rio de Janeiro, 1740 – Lisboa, 1800);
  • Antônio Frederico de Castro Alves (Curralinho, 1847 – Salvador, 1871);
  • Além de compositores anônimos de modinhas e lunduns, gêneros primordiais da música popular brasileira.

Os versos de Lereno e Castro Alves serão apresentados, respectivamente, com as novas composições dos professores e maestros Rubens Ricciardi, do USP Filarmônica, e do saudoso Olivier Toni (1926-2017).

Desde o período colonial, a música sempre foi um caminho para que artistas e povos negros pudessem enfrentar a desumanidade e crueldades da escravidão e do processo colonial, assim como o racismo que permanece até hoje. Os registros históricos evidenciam toda uma resistência através da oralidade da arte popular, com a apresentação de cantores e instrumentistas (práxis). Há também os manuscritos e impressos musicais (solfas)

coloniais e do século XIX, que trazem em si a composição, elaboração da arte e da linguagem (poíesis), com mais precisão de detalhes poético-estilísticos. Isso torna possível reconstituir todo um repertório autoral, experimental para sua época, que é pouco conhecido e divulgado.

Com esse concerto, a PRIP procura valorizar o papel histórico dos compositores e poetas negros, todos protagonistas na vida crítico-intelectual e artística do Brasil desde os tempos mais remotos, mesmo com suas obras e identidades invisibilizadas.

USP Filarmônica

A USP Filarmônica é a única orquestra de estudantes de graduação bolsistas da USP, cumprindo as atividades fim de ensino, pesquisa e extensão da universidade. 

Ela busca inovar seus repertórios com a reconstrução de memória da música brasileira e exercícios de contemporaneidade, contrapondo o antigo e o novo, o clássico e o experimental, o regional e o cosmopolita. É atrelada ao NAP-CIPEM, com participação permanente no Festival Música Nova Gilberto Mendes.

Todas as apresentações sinfônicas e récitas de óperas da USP Filarmônica são gratuitas e abertas ao público em geral, com séries como FILÔ & DIREITO TEM CONCERTO e CONCERTOS USP em Ribeirão Preto e São Carlos, além de atuação em outros centros. Sua direção artística é feita pelos maestros Rubens Russomanno Ricciardi e José Gustavo Julião de Camargo.

Programa

Manuel Dias de Oliveira

(?, 1734/35 – Vila de São José, 1813)

Foto atual do órgão do século XVIII da Igreja Matriz de Santo Antônio na então Vila de São José, onde Manuel Dias de Oliveira foi o mestre de capela desde os anos 60 do século XVIII até sua morte, em 1813.

Manuel Dias de Oliveira

(?, 1734/35 – Vila de São José, 1813

compositor ex- escravizado, capitão de um regimento de homens pardos libertos no Arraial da Laje e mestre de capela na Matriz de Santo Antônio na Vila de São José (atual Tiradentes, MG). É autor de obras de devoção popular em vernáculo e não litúrgica do século XVIII, gênero musical que não houve em Portugal após a proibição dos vilancicos por João V. Seu moteto Miserere é das obras coloniais com maior número de cópias, ainda hoje encontradas em arquivos mineiros, paulistas, cariocas e portugueses.

- Eu vos adoro em Dó maior – moteto de devoção popular
- Eu vos adoro em Mi menor – moteto de devoção popular
- Miserere – moteto de Visitação de Passos na Semana Santa.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita

(?, 17?? – Rio de Janeiro, 1805)

Foto atual do órgão do século XVIII da Igreja da Venerável Ordem Terceira do Carmo no então Arraial do Tejuco, onde José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita atuou como organista e mestre de capela nos anos 80 e 90 do século XVIII, até aproximadamente a morte da Chica da Silva.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita

(?, 17?? – Rio de Janeiro, 1805),

compositor filho de escravizados, atuou sob mecenato da Chica da Silva (Arraial do Milho Verde, ca. 1732 – Arraial do Tejuco, 1796), como mestre-de-capela na Venerável Ordem Terceira do Carmo no Arraial do Tejuco (atual Diamantina, MG). Sua obra singular é caracterizada por um raro estilo religioso galante, com harmonias simples e transparência textural, incluindo-se elegantes ornamentações melódicas. Ao lado de Manuel Dias de Oliveira, é sem dúvida o principal compositor mineiro do século XVIII.

- Tercio (Arraial do Tejuco, 1783)
- Salve Regina, antífona de Nossa Senhora (Arraial do Tejuco, 1787)

Domingos Caldas Barbosa (Lereno Selinuntino)

(Rio de Janeiro, 1740 – Lisboa, 1800)

Domingos Caldas Barbosa (Lereno Selinuntino)

(Rio de Janeiro, 1740 – Lisboa, 1800)

filho de uma escravizada angolana, formado pelos jesuítas no Morro do Castelo no Rio de Janeiro e conhecido por seu nome árcade de Lereno Selinuntino, autor da Viola de Lereno, sua coleção pioneira de canções populares profanas em língua portuguesa. Introduziu no universo luso-brasileiro a valorização dos cantos populares e dos iletrados, valorizando gêneros como a modinha e o lundum, tendo sido contemporâneo e influenciado por Johann Gottfried Herder (Mohrungen 1744 – Weimar,1803) – ambos atuaram sob o mesmo mecenato do iluminista conde Wilhelm Friedrich Ernst zu Schaumburg-Lippe (Londres, 1724 – Wölpinghausen , 1777). Lereno teve ainda o mecenato de João Fernandes de Oliveira, o companheiro de Chica da Silva, tendo viabilizado a condecoração com a Ordem de Cristo para seu filho primogênito.

- Lundum da Nhanhazinha – do segundo volume da Viola de Lereno (1826, op. posth.), estreia mundial. Com arranjo de Rubens Ricciardi.

Anônimo brasileiro

Anônimo brasileiro

Parte de violino solo anotada por Carl Friedrich Philipp von Martius e publicada por Theodor Lachner (?) em Munique, ca. 1825.

- Lundum (entre 1817 e 1820) – dança popular brasileira colonial, influenciada pelo batuque

Anônimo carioca

Anônimo carioca

A partir da edição para piano pelos irmãos Laemmert

- Lundum (Rio de Janeiro, ca. 1835) – dança popular brasileira imperial, influenciada pelo batuque

José Maurício Nunes Garcia

(Rio de Janeiro, 1767-1830)

José Maurício Nunes Garcia

(Rio de Janeiro, 1767-1830)

Neto de escravizadas e mestre de capela da Real Câmara e Capela da Corte no Rio de Janeiro desde 1808 até sua morte, condecorado com a Ordem de Cristo por João VI. São conhecidas duas modinhas de sua pena, gênero protagonista na música popular brasileira dos séculos XVIII e XIX, ao lado do lundum. A modinha tem um caráter mais sentimental e melódico, diferentemente do lundum, o qual é sempre mais dançante e sensual.

- Marília, se me não amas, não me digas a verdade – modinha colonial (1833, op. posth.)
- Beijo a mão que me condena – modinha colonial (ca. 1840, op. posth.)

José Maria Xavier

(São João d’El Rey, 1819-1887)

José Maria Xavier

(São João d’El Rey, 1819-1887)

Compositor romântico, descendente de escravizados, mestre de capela na Igreja do Rosário e da Lira Sanjoanense em São João d’El Rey. Trata-se da mais antiga peça concertante (para instrumento solista e orquestra de cordas) composta no Brasil.

- Pensamento sentimental (manuscritos de Ouro Preto, 1886)

Anônimo brasileiro

(Segunda metade do século XIX)

Anônimo brasileiro

(Segunda metade do século XIX)

De acordo com a pesquisa do folclorista Rossini Tavares de Lima (Itapetininga, 1915 – São Paulo, 1981), trata-se de uma modinha brasileira do século XIX, de autor ignorado. O tema “moreninha” atravessa o Romantismo brasileiro tanto na literatura como na música, com inúmeros títulos de obras, desde Joaquim Manuel de Macedo (Itaboraí, 1820-1882) até Henrique Alves de Mesquita (Rio de Janeiro, 1830-1906). Esta modinha homônima é das mais belas melodias da música popular brasileira, exaltando a beleza do “negro tom, que bom”.

- Moreninha – modinha imperial

Anacleto Augusto de Medeiros

(Rio de Janeiro, 1866-1907)

Anacleto Augusto de Medeiros

(Rio de Janeiro, 1866-1907)

Filho de uma ex- escravizada, maestro da banda do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro, entre outras corporações que fundou. Sua composição Yara recebeu versos de Catulo da Paixão Cearense (São Luís, 1863 - Rio de Janeiro, 1946), já com o novo título de Rasga Coração, tornando-se tão popular à época que foi citada no Choros nº 10 (1926) de Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 1887-1959).

- Yara – Schottisch ou chotiça.

Alfredo da Rocha

Vianna Filho
(Pixinguinha)

(Rio de Janeiro, 1897- 1973)

Alfredo da Rocha Vianna Filho (Pixinguinha)

(Rio de Janeiro, 1897- 1973)

O enredo do samba da Portela no carnaval carioca de 1974, em homenagem a Pixinguinha, contou a história de seu apelido, conferido por sua avó Edwiges, trazida da África como escravizada: “Pizindin! Pizindin! Pizindin!” - a vovó assim chamava Pixinguinha: “Menino bom” na sua língua natal, “menino bom” que se tornou imortal. Pixinguinha, o “menino bom” assim definido em dialeto africano, foi maestro, arranjador/orquestrador e multi-instrumentista de fato “imortal”, pelo seu papel histórico na consolidação do Choro/Chorinho, tornando-se o mais experimental, em termos tanto formais como harmônicos, entre os compositores desse gênero da música popular instrumental urbana brasileira, além de um dos maiores melodistas de todos os tempos.

- Carinhoso (Rio de Janeiro, 1916).

Antônio Frederico de Castro Alves

(Curralinho, 1847 - Salvador, 1871)

Antônio Frederico de Castro Alves

(Curralinho, 1847 - Salvador, 1871)

Poeta abolicionista que foi estudante da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

- O Navio negreiro, com arranjo de George Olivier Toni (São Paulo, 1926-2017), compositor professor titular da ECA- USP, que foi fagotista do Theatro Municipal de São Paulo, fundador da Escola Municipal de Música de São Paulo, do Curso de Música da ECA-USP, da OSUSP, da OCAM, do Festival de Música de Prados e principal incentivador da fundação da USP Filarmônica.

Anônimos brasileiros

(Primeira metade do século XX)

Foto de Candomblé por Lorenzo Dow Turner (Elizabeth City, 1890 – Chicago, 1972)

Anônimos brasileiros

(Primeira metade do século XX)

Três canções populares – pesquisa com levantamento folclórico e edição de arranjos por Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 1887-1959), com orquestração de Olivier Toni.

- Rosa Amarela
- O bastão
- Estrela é lua nova – cena de candomblé

Integrantes

Maestro e direção artística

Rubens Russomanno Ricciardi

Graduado, mestre, doutor, livre docente e professor titular pela ECA-USP, com especialização pela Universidade Humboldt de Berlim, é fundador do Curso de Música pela USP em Ribeirão Preto (com bacharelado pioneiro em Viola Caipira), do Ensemble Mentemanuque, da USP- Filarmônica, do Núcleo de Pesquisa em Ciências da Performance em Música (NAP- CIPEM), do Centro de Memória das Artes e do Projeto USP-Música-Criança (Ribeirão Preto e São Joaquim da Barra). Professor responsável pelo Festival Música Nova “Gilberto Mendes”, é parecerista da FAPESP, conselheiro da Fundação mantenedora do Theatro Pedro II e da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP, orientador na Pós-Graduação pela EACH-USP e professor titular do Departamento de Música da FFCLRP-USP.

Soprano

Marly Montoni

Bacharel em canto pela Cruzeiro do Sul, foi aluna de Antonio Lotti. No Theatro Municipal de São Paulo interpretou Leonora em Fidelio de Beethoven, Liú em Turandot de Puccini, Abigaille em Nabucco e Aida na Aida, ambas óperas de Verdi. Foi protagonista em Porgy and Bess de Gershwin no Palácio da Artes de Belo Horizonte e cantou Violet em Blue Monday de Gershwin no Theatro da Paz em Belém. No Theatro São Pedro em São Paulo, onde pertenceu ao elenco estável, cantou O Espelho de Jorge Antunes (na estreia mundial), Fosca e Condor de Carlos Gomes, Bodas no Monastério de Prokofiev, La Wally de Catalani, Roberto Devereux de Donizetti e Der Zwerg de Zemlinsk. Entre outras, já atuou como solista frente à Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e à USP Filarmônica.

Contratenor

Felipe Rissatti

É bacharel pelo Departamento de Música da FFCLRP-USP, onde estudou sob orientação de Maria Yuka de Almeida Prado e recebeu o prêmio Olivier Toni. Já atuou como solista em obras sacras de Monteverdi, Bach, Händel e Rossini. Foi solista da Oficina Experimental da FFCLRP-USP, USP Filarmônica, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Camerata Sé e Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, entre outras. Foi finalista do 19º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas e participou da 4ª e 5ª Academia de Canto em Trancoso e do 1º Canto Mozarteum, bolsista contemplado em parceria com o Mozarteum Brasileiro e a Internationale Chorakademie.

Tenor

Clóvis Português

Graduando pelo IA-UNICAMP, sob orientação de Ângelo José Fernandes, integra o Coro Contemporâneo de Campinas, onde atua como monitor do naipe de tenor. Como coralista atuou já em Elixir do Amor de Donizetti, La Traviata de Verdi, Paixão segundo São João de Bach, Requiem de Mozart, Requiem de Brahms e na Missa de Stravinski. Foi bolsista na 5ª edição do Festival de Trancoso. Como solista já atuou na Missa Afro-Brasileira de Batuque e Acalanto de Carlos Alberto Pinto Fonseca e frente à Orquestra Sinfônica da UNICAMP, bem como Israel no Egito de Händel, Requiem de Mozart, 9ª Sinfonia e Fantasia Coral de Beethoven. Em óperas, já interpretou Monostatos nA Flauta Mágica de Mozart e Fabrício em A Moreninha de Ernst Mahle.

Baixo

Luis Felipe Sousa

Graduado em Canto pelo DM-FFCLRP-USP, aluno de Yuka de Almeida Prado, foi bolsista da USP Filarmônica e integrante da Oficina Experimental. Além de atuar na Cia. Minaz, em Ribeirão Preto, é mestrando pelo IA- UNICAMP, membro do Ópera Studio da UNICAMP e do Coro Contemporâneo de Campinas. Foi vencedor (2º lugar masculino) no Concurso Internacional de Canto Linus Lerner da OSRN em Natal; do prêmio de melhor voz masculina no XIII Concurso Estímulo Para Cantores Líricos Carlos Gomes da Prefeitura de Campinas; e do 1° lugar na categoria de 18 a 29 anos no concurso Natércia Lopes em Vitória. Atuou recentemente como solista no Requiem de Mozart na Sala São Paulo com a OSUSP e na Petite Messe Solennelle de Rossini no Palácio das Artes em Belo Horizonte.

Clarineta

Jonas Fernando de Souza

Bacharel pela Escola de Música da UFMG, em Belo Horizonte, com Licenciatura pela Universidade Vale do Rio Verde, é ainda mestre pela UNI-RIO. Apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em Belo Horizonte, Orquestra de Câmara de Itaúna, Orquestra de Câmara de Ouro Branco, Orquestra de Câmara Sesiminas, Orquestra Experimental da Universidade Federal de Ouro Preto, Orquestra de Câmara de Ipatinga, USP Filarmônica e Orquestra de Regência da Semana de Música de Ouro Branco. É membro do Quarteto de Clarinetas Clariventos e do Trio de Sopros Madeiras, tendo sido professor substituto de clarineta nos Departamentos de Música da UFSJ e da UFOP. Atualmente, é professor de clarineta no Conservatório Estadual “José Maria Xavier”, em São João d’El Rey.

Trombone

Tales Naia Batchi Thomaz de Souza

Bacharel pelo Departamento de Música da FFCLRP-USP, onde atou como trombonista da USP Filarmônica, cursou anteriormente a Escola Municipal de Música de São Paulo, sob orientação de Donizeti Fonseca. Atualmente é professor do Projeto Guri e trombonista convidado da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto.

Viola Caipira

José Gustavo Julião de Camargo

Graduado pelo DM-IA- UNICAMP, dirigiu o coro Bossa Nossa e foi professor visitante em escolas de música na Itália (Faenza, Ferrara, Cosenza, Perugia e Campobasso), Suíça (Academia de Música da Basiléia) e Alemanha (Escola Superior de Música de Münster), além de maestro das bandas Cauim e Mogiana em Ribeirão Preto e da Municipal de Sertãozinho. Integrante do NAP-CIPEM, é maestro assistente da USP Filarmônica, violeiro do Ensemble Mentemanuque, diretor artístico do Ensemble Brasil Matuto e idealizador do festival Fiato al Brasile em Faenza. Compôs obras como Ode a Zumbi, comandante guerreiro; Ópera Café com libreto de Mário de Andrade e Concerto para Viola Caipira e Orquestra. Pela Rádio USP, tem o programa Revoredo, dedicado à viola caipira.

Violão

Gustavo Silveira Costa

Tem prêmios nos concursos de violão Musicalis (Brasil), Ville d’Antony de Paris, René Bartoli da Aiz-em-Provence (França), Internacional de Guitarra Andrés Segovia e Internacional de Guitarra Francisco Tárrega (Espanha). Bacharel pelo IA-UNESP, é mestre e doutor pela ECA-USP, com especializações em Nürnberg-Augsburg e Estrasburgo. Já atuou como violeiro e violonista solista à frente de orquestras como Filarmônica de Estrasburgo, Ciudad de Torrent, Del Certamen Andrés Segovia, OSUSP, OSRP, OSESP, Sinfônica da Petrobrás, USP Filarmônica e Sinfônica de Limeira. Integra o Ensemble Mentemanuque e atuou no Quarteto Brasileiro de Violões, com o qual recebeu o prêmio Grammy Latino. É professor doutor de violão e viola caipira do DM-FFCLRP-USP.

Cravo

Giovana Ceranto

Com diploma de Piano e Cravo pelo Conservatório de Tatuí, é bacharel pelo DM-FFCLRP-USP, aluna de Fernando Crespo Corvisier, condecorada com o prêmio Olivier Toni e com participações no Festival Música Nova Gilberto Mendes. Dentre suas atividades uspianas, foi cravista da Oficina Experimental e bolsista da USP Filarmônica. Foi premiada no X Concorso Internazionale Andrea Baldi em Bolonha e no VIII Concorso Pianistico Nazionale Villa Olliva em Varese (Itália). Em Bolonha, cursa hoje o mestrado no Conservatório local, aluna de Luisa Fanti Zorkowskja, onde também estuda órgão com Andrea Macinanti e cravo com Maria Luisa Baldassari, sendo ainda pianista nos estúdios de Fernando Cordeiro Opa & Patrizia Biccirè e da Associação Artística Sol Omnibus Luce.

Percussão

Matheus Luís de Andrade

Atuou na Banda Municipal de Sertãozinho e foi aluno da Escola Municipal de Música de São Paulo, sob orientação de Elizabeth Del grande. Atualmente, é graduando pelo DM-FFCLRP-USP, sob orientação de Eliana Gliumet Suplício, e bolsista da USP Filarmônica.

Violino I

Marcos Vinícius Miranda dos Santos

Formado pelo Conservatório de Tatuí, é mestre pela University of Southern Mississippi e doutor pela Universidade do Alabama (ambas nos EUA). Atuou em orquestras e grupos de câmara no Brasil (Orquestra Filarmônica de São Carlos) e nos EUA (Capstone String Quartet, Mobile Symphony EUA, IRIS Orchestra e Memphis Symphony). Foi solista do Concerto para dois violinos em Ré menor BWV 1043 de Johann Sebastian Bach com a IRIS Orchestra, ao lado do violinista Joshua Bell. Foi professor de violino do IA-UNICAMP, do Instituto Core de Joinville, do Conservatório de Tatuí e da plataforma europeia iClassical. Fundou ainda a Bravo Academia de Música. Dedica-se a projetos sociais com educação musical. Desde junho de 2022, é professor do DM-FFCLRP-USP.

Violino II

Paulo Eduardo de Barros Veiga

Natural de Ribeirão Preto, é literato com ênfase em Latim e atua também como spalla e violinista da USP Filarmônica. Foi pós-doc (com bolsa da FAPESP) e professor colaborador do DM- FFCLRP-USP. Nesse momento, dedica-se ao estudo de textos latinos sobre Teoria Musical, bem como integra o grupo de pesquisa em Poíesis crítica do NAP-CIPEM. É graduado, mestre e doutor em Estudos Literários pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara da UNESP. Foi ainda bolsista da CAPES e contemplado pelo Emerging Leaders in the Americas Program do governo canadense, tendo estudado na University of Winnipeg, província de Manitoba.

Viola

Igor Gustavo da Silva Pereira

Sua iniciação musical se deu no Projeto Guri de Sertãozinho. Posteriormente, em Ribeirão Preto, foi aluno de Lucas Eduardo da Silva Galon, Hugo Novaes Quirino e Willian Rodrigues da Silva. Em sua fase pré- vestibular, foi orientado por Guilherme de Carvalho, na Academia Livre de Música e Artes (ALMA) e, mais recentemente, por Gabriel Marin. Atua na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), é chefe de naipe da Orquestra Sinfônica Municipal de Barretos e professor do Projeto Guri. Como estudante de graduação do DM-FFCLRP- USP atua também na USP Filarmônica.

Violoncelo

André Luís Giovanini Micheletti

Bacharel pelo IA-UNICAMP, mestre pela Northwestern University em Chicago e doutor pela Indiana University, é professor do DM-FFCLRP-USP, onde integra o NAP-CIPEM, o Ensemble Mentemanuque e fundou e dirige o Fratres Cello Ensemble. Atuou nas orquestras Columbus Indiana Philharmonic, Sinfônica Municipal de São Paulo, Camerata Fukuda, Câmara da UNESP e Filarmônica Bachiana SESI. Apresentou-se como solista nas orquestras sinfônicas de Heliópolis (Baccarelli), Jovem do Estado de SP, Goiás, Municipal de Campinas, da UNICAMP, Sorocaba, Piracicaba e Belém, além da USP- Filarmônica, Experimental de Repertório, Camerata Fukuda, Câmera da UNESP e Bachiana-Sesi – além de North Shore Chamber Orchestra e Bach Gamut Ensemble nos EUA.

Contrabaixo

Alexandre Girio

Aluno de contrabaixo de Danilo Paziani pela Academia Livre de Música e Artes de Ribeirão Preto, é atualmente estudante de graduação do DM-FFCLRP-USP e bolsista da USP Filarmônica. Participou de festivais e masterclasses sob orientação de Thibault Delor, Marcos Machado, Ana Valéria Poles e Taís Gomes. É também membro do grupo de contrabaixos Baxô!

Equipe técnica

Waldyr José Gomes Fervença, André Estevão (funcionários do DM-FFCLRP-USP) e Lucas Pigari (arquivo e edição musical, bolsista da USP Filarmônica).