
Protocolo Antirracista: Compromisso Institucional, Acolhimento e Enfrentamento ao Racismo
Na quarta-feira, dia 11 de novembro de 2026, às 18h, no Espaço USP Integração & Memória (2º andar do Prédio da Reitoria, na Cidade Universitária), a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) recebe o professor Gilson Rodrigues Junior, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), para um debate com a professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) e assessora da PRIP Jacqueline Moares Teixeira e o professor Rogério Monteiro de Siqueira, docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e diretor de Mulheres, Relações Étnico-Raciais e Diversidades da PRIP.
Não é necessário se inscrever para participar. Sujeito à lotação do espaço. Haverá interpretação em Libras no local e transmissão ao vivo pelo canal da PRIP no YouTube.
Sobre Gilson Rodrigues Junior

É assessor de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ASERER/PROEN/IFRN), coordenador institucional do PARFOR e coordenador do Comitê de Educação para as Relações Étnico-Raciais (COEER). Doutor em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e bacharel em Ciências Sociais (2007) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE. Atuou como professor na UFPE, UFAL e FATERN.
Possui experiência em gestão acadêmica, tendo exercido funções de coordenação de Pesquisa e Inovação, Extensão e dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs). Participa da formulação e implementação de políticas institucionais antirracistas, com atuação em ações afirmativas, heteroidentificação, formação docente, educação escolar quilombola e projetos como RN Antirracista, Mapa do Axé Potiguar, Aquilombar e Horizontes Negros. Desenvolve pesquisas sobre relações étnico-raciais, corpo e corporalidade, antropologia do Estado, políticas públicas, ações afirmativas, comunidades quilombolas, colonialidade e epistemologias contra-hegemônicas, com experiência etnográfica no Brasil e no Senegal. Recebeu a Comenda Jatobá, concedida pelo Governo do Rio Grande do Norte (2024), e a Comenda Senador Abdias Nascimento, concedida pelo Senado Federal (2025).
Sobre Jacqueline Moraes Teixeira

É professora no Departamento de Saúde e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP). Possui doutorado em Antropologia Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), onde também obteve o título de mestre; graduação em Ciências Sociais (FFLCH) e em Teologia (Universidade Presbiteriana Mackenzie). Pesquisa religião, política e marcadores sociais da diferença; educação e direitos humanos; sujeitos e produção de políticas públicas em saúde.
Desde 2026, é também assessora da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento.
Sobre Rogério Monteiro de Siqueira

É professor da Universidade de São Paulo desde 2007. Tem formação em matemática (ICMC-USP e UNICAMP) e livre-docência em História da Ciência. Estagiou nas Universidades de Sevilla, Paris VI e Saint Andrews. Seus trabalhos tratam da história da matemática, da engenharia e da edição científica. Foi presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência (2022-2024).
Esta à frente também da diretoria de Mulheres, Relações Étnico-Raciais e Diversidades da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento.
O evento propõe uma reflexão sobre o compromisso institucional da Universidade com a promoção da igualdade racial e o enfrentamento ao racismo. O Protocolo Antirracista constitui um instrumento fundamental para orientar e padronizar os procedimentos institucionais de prevenção, identificação, acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de situações de discriminação racial, estabelecendo responsabilidades e diretrizes para uma atuação articulada entre os diferentes órgãos da Universidade.
O encontro busca discutir o papel do protocolo na garantia de direitos, na proteção das pessoas afetadas pelo racismo e no fortalecimento de uma cultura institucional antirracista, pautada pela equidade, pelo respeito à diversidade e pela promoção do pertencimento.
Essa ação faz parte do ciclo Consciência Negra na USP, promovido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP). Clique aqui para mais informações.