Os valores foram reajustados e passaram a ser de R$ 912, para o auxílio integral, e de R$ 340, para o auxílio parcial. Todos os contemplados com o auxílio-permanência têm direito a refeições gratuitas nos restaurantes universitários
Por Erika Yamamoto (Jornal da USP)

Mais de 16 mil estudantes de graduação e pós-graduação da USP são beneficiados pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que oferece apoio financeiro aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Após negociação com o movimento estudantil, o valor do auxílio-permanência integral foi reajustado, passando de R$ 885 para R$ 912. Os alunos contemplados com vagas nas moradias estudantis da USP recebem um auxílio parcial, que passou a ser de R$ 340. Todos os contemplados com benefícios também têm direito a refeições gratuitas nos restaurantes universitários.
O auxílio concedido vale para todo o período de conclusão do curso, sem necessidade de reavaliações anuais, assegurando o atendimento aos estudantes ao longo de toda a sua trajetória acadêmica.
“Eu ousaria dizer que o PAPFE, possivelmente, é um dos maiores programas de permanência estudantil do mundo. Em muitos países não existem universidades com o mesmo perfil da USP, que, além de pública e gratuita, não cobra taxas acadêmicas e ainda oferece condições para que os estudantes se mantenham durante a graduação. A única exigência estabelecida é que o estudante mantenha uma frequência mínima às aulas e um aproveitamento acadêmico mínimo”, afirma o reitor Aluisio Segurado.
Considerado o maior programa de permanência estudantil do Brasil em função do volume de recursos investidos e do valor dos auxílios, o PAPFE é gerido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) e inclui, além do auxílio-permanência, os custos com a manutenção das moradias estudantis, restaurantes universitários e transporte, que é subsidiado a todos os estudantes.
“Esse programa integra a política de permanência estudantil na USP, que inclui os auxílios diretos – o PAPFE e as bolsas – e os indiretos. A política tem um lastro importante ao estar atrelada ao orçamento da Universidade, garantindo a segurança e a continuidade dos programas. Como há uma dinâmica constante na USP e em sua relação com a sociedade, é crítico fazer revisões periódicas das atividades que subsidiam o PAPFE e, para isso, foi organizado um grupo de trabalho que já iniciou suas discussões”, ressalta a pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Patrícia Gama.